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5 anos depois do acidente nuclear de Fukushima no Japão - Quercus alerta de novo para os perigos do nuclear

A propósito dos 5 anos passados da tragédia de Fukushima, a Quercus alerta para os perigos deste tipo de energia. A Agrobio publica o comunicado de imprensa enviado pela Quercus a meios de comunicação e parceiros. 

 

"Passam amanhã cinco anos do trágico dia 11 de março de 2011. Nesse dia, o Japão foi atingido por um sismo de magnitude 9,0, seguido de um maremoto (ou tsunami) devastador, que causaram cerca de 18 mil mortos e 300 mil desalojados. Uma das consequências destes desastres naturais foi o grave acidente na Central Nuclear de Fukushima, onde o núcleo de três dos seis reatores em funcionamento entrou em fusão, com a libertação de quantidades significativas de material radioativo. Este foi o maior desastre nuclear desde o acidente nuclear de Chernobil.

 

Nos dias, semanas e meses seguintes ao acidente nuclear, as autoridades transmitiram informações falsas e omitiram dados sobre o que se estava a passar e o governo japonês aumentou a dose máxima permitida de radioatividade para os trabalhadores da central, de 100 milissieverts em cinco anos, para duzentos e cinquenta milissieverts por ano.

           

Passados 5 anos, os efeitos do acidente nuclear ainda continuam. No total, 178 mil refugiados não sabem ainda quando poderão voltar para as suas casas e a cada dia, 400 metros cúbicos de água contaminada escorrem para o oceano e as chuvas torrenciais varrem para o mar os materiais radioativos ainda presentes no local. 814.782 metros cúbicos de água contaminada estão armazenadas em mais de um milhar de cisternas e a cada mês, novas cisternas são instaladas. O governo japonês retirou os materiais contaminados de estradas, campos, áreas residenciais e outros locais em redor da Central Nuclear e pretende armazenar esses resíduos durante cerca de 30 anos num terreno que mede de 16 quilómetros quadrados, mas ainda só 69 dos 2300 proprietários das terras assinaram os contratos de cedência das terras com o governo. Apenas 40 mil metros cúbicos de resíduos radioativos, representando cerca 0,2% do total existente, foram levados para a área de armazenamento planeada.

 

Os 7 mil trabalhadores da Central Nuclear executam diariamente tarefas perigosas e ninguém se pode aproximar dos reatores 1, 2 e 3 devido à intensidade das radiações,  não existindo nenhuma solução científica a esperar durante pelo menos os próximos 40 anos para este problema. Infelizmente podem ainda existir mais perturbações no futuro: a probabilidade de um novo sismo no local não é nula.

 

Central Nuclear de Almaraz – o perigo bem perto de nós

 

Após o último grave acidente nuclear em Fukoshima, no Japão, o Grupo de Reguladores de Segurança Nuclear Europeu levou a cabo um conjunto de testes de stress (stress tests), por forma a averiguar a segurança das centrais nucleares na Europa. Em Portugal, como não existem centrais nucleares, não se realizaram estes “stress tests”, no entanto, a preocupação da Quercus relativamente a esta questão mantem-se pois a Central Nuclear de Almaraz, localizada a 100km da fronteira e junto ao rio Tejo, continua a revelar-se como um potencial perigo para toda a região transfronteiriça. Com efeito esta central já ultrapassou o seu período normal de funcionamento e, não obstante, viu prolongado em 10 anos o seu período de atividade.

 

De uma forma geral, a Quercus considera que há um risco preocupante com as centrais nucleares espanholas na medida em que nem todos os fatores de risco foram considerados nos testes efetuados. Com efeito, não estão contemplados os riscos de agressões externas (atentados, quedas de aeronaves, etc.) nem são considerados os riscos em caso de acidentes naturais (sismos, inundações, etc) e os sistemas externos de gestão de socorro às centrais nucleares (bombeiros, guarda civil, etc).

 

A título de exemplo, o risco sísmico no “stress test” à central de Almaraz efetuado pelas autoridades espanholas está claramente subavaliado e só foi analisada a resistência sísmica para sismos equivalentes aos que ocorreram entre 1970 e a atualidade. Pelo contrário, não foi analisada a possibilidade de ocorrerem sismos com uma grande magnitude, que atinjam com uma intensidade significativa a Central, como foi o caso do sismo de 1755, ou do que teve o epicentro em Espanha em 1954, com magnitude de 7,9.

 

A Quercus considera que devia ser avaliada a possibilidade de poder vir a ocorrer um sismo que afete a barragem donde provêm a água para o arrefecimento da Central de Nuclear (Barragem de Arrocampo) e com isso um acidente que teria consequências desastrosas. É importante recordar que caso não exista água suficiente para o arrefecimento dos reatores da Central poderá acontecer um problema idêntico ao que aconteceu em Fukoshima, onde o sistema de arrefecimento falhou e conduziu ao lamentável desastre. À semelhança do que tem vindo a fazer há vários anos, a Quercus alerta mais uma vez para o facto de que a ocorrer um acidente de grandes dimensões em Almaraz este poderia resultar em contaminação radioativa direta que atingiria Portugal, quer por via atmosférica, quer através do rio Tejo.

 

 

Nuclear - Um ciclo impactante e demasiado arriscado

 

Neste fatídico aniversário, a Quercus alerta mais uma vez que o nuclear não é seguro, causa inúmeros problemas desde a mineração do urânio, durante o funcionamento dos reatores atómicos em funcionamento nas centrais como Fukushima, até ao final do seu ciclo, com a gestão de resíduos que têm de ser mantidos durante milhares de anos e para os quais não existe uma solução segura e sustentável.

           

A opção pela fissão nuclear é contrária ao princípio da precaução e põe em causa a norma ética da equidade transgeracional. À luz dos atuais conhecimentos a fissão nuclear não é uma solução energética aceitável, do ponto de vista dos seus impactes no ambiente e na saúde humana."

 

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Foto retirada do artigo sobre Vegetais Mutantes de Fukushima do Mail Online

 

15/03/16

                                                                                                                        
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