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Associada Cláudia Villax lança livro «A Vida Virgem Extra»

Porque o azeite é a melhor superfood do mundo!E vai descobrir o porquê neste livro, que começa no solo e no olival, acabando na mesa com receitas simples e saborosas.

Herdade dos Outeiros Altos recebe Rolha de Ouro 2017

No passado dia 15 de Setembro a Weinloge, uma associação de consumidores de vinho alemã, entregou o prémio da Rolha de Ouro 2017 ao associado da Agrobio "Herdade dos Outeiros Altos". É a primeira vez que este prémio é atribuído em Portugal.


Conselhos para recuperar exploração pós-incêndio

Alguns conselhos para recuperar uma exploração agrícola após um incêndio

www. agrobio.pt

 

Após um incêndio, a preocupação imediata deve ser proteger o solo e as águas. O solo fica exposto, foi destruída a sua cobertura e parte da matéria orgânica que garante a sua estabilidade estrutural, o que o torna mais sujeito à ação dos agentes erosivos.  Facilmente pode ser arrastado pelas águas das chuvas, situação que se agrava nos terrenos mais declivosos. Estes materiais arrastados por escorrimento superficial podem ir parar às águas superficiais, comprometendo a qualidade da água e provocando assoreamento.

 

Como proteger o solo?

Primeiro: não arranque as raízes de árvores mortas e evite mobilizar o solo. Obviamente, deverá cortar as árvores que estiverem em risco de cair, mas evite perturbar o solo; não remova as raízes, pois isso só irá aumentar os riscos de erosão.

Segundo: o ideal será cobrir o solo com ‘mulch’ orgânico (palha, estilha de madeira, a própria madeira queimada, caruma, casca triturada, resíduos florestais ou ‘hidromulch’).

Terceiro: semeie um adubo verde (por sementeira direta, em mulch, de preferência com sementes recobertas por uma mistura de terra e estrume) ou deixe simplesmente crescer a vegetação natural.

Exemplos de adubos verdes recomendados (por ha):

  • Solos ácidos: 25 kg tremocilha + 100 kg aveia + 25 kg ervilhaca
  • Solos neutros: 100 kg aveia + 50 kg ervilhaca
  • Solos alcalinos: 100 kg cevada + 50 kg ervilhaca de cachos

Estes adubos verdes deverão ser cortados na Primavera, na fase de floração, devolvendo ao solo a sua biomassa. Esta ajudar a alimentar a vida do solo e a aumentar o seu teor de matéria orgânica, melhorando a sua estrutura, capacidade de retenção de água e fertilidade.

Ver: https://www.100milarvores.pt/2016/08/proteger-o-solo-e-a-agua-apos-o-fogo.html

Em zonas declivosas, crie barreiras à erosão, alternadas ao longo do terreno, com troncos, redes metálicas cobertas com palha ou rede de ensombramento. Veja um vídeo sobre criação de barreiras à erosão em: https://youtu.be/dR_uzmDQSF8

 

Recuperação de culturas perenes:

A extensão completa dos danos causados pelo incêndio só se tornará clara na Primavera seguinte, no período de rebentação. Assim, no próximo ano deve aguardar-se pela rebentação e fazer a poda em verde, eliminando todos os ramos mortos.

No caso das árvores ou cepas afetadas até ao porta-enxerto, será necessário substituir o enxerto, podendo manter-se o porta-enxerto.

Na Primavera deverá fazer-se uma fertilização do solo com um corretivo orgânico, pelo menos na linha ou na caldeira das árvores (composto, estrume curtido, ou corretivo orgânico comercial). Esta poderá ainda ser suplementada com fosfato natural, se as análises de solo evidenciarem falta de fósforo. Não se deve forçar o desenvolvimento vegetativo com adubações muito ricas em azoto, visto que as árvores se encontram debilitadas, devendo-se dar tempo para a sua recuperação. Nas culturas de regadio, deve fazer-se uma gestão equilibrada da rega.

Entretanto, deverão pôr-se em prática medidas de recuperação da fertilidade do solo, devolvendo-lhe matéria orgânica sob a forma de adubos verdes e/ou corretivos orgânicos e mantendo o solo coberto com vegetação ou com mulch orgânico.

 

Ordenamento do território e resiliência aos incêndios

O tradicional mosaico mediterrânico, com agricultura, pecuária, regadio e horticultura, matos e matas, pastoreados por cabras e ovinos, para além da sua polivalência, oferecia grande resiliência aos incêndios. Estes podiam surgir localizados, mas não atingiam nunca as proporções e o perigo às populações que surgem com extensas monoculturas florestais de espécies como o eucalipto ou o pinheiro, em particular quando estas são contíguas a zonas de habitação ou estradas...

Espécies autóctones como o carvalho, o castanheiro, o sobreiro, muito mais resistentes aos incêndios, são parte natural dos nossos territórios, cumprindo importantes funções ecológicas e produtivas.

Num ordenamento do território equilibrado, deve ser incentivado o repovoamento do interior rural, dando condições de vida e garantias de apoio social às populações, bem como acesso aos bens e serviços de primeira necessidade, à saúde, à educação, à cultura, ao emprego. Deve incentivar-se uma gestão sustentável do território, com uma agricultura diversificada, capaz de produzir alimento para as pessoas e gerar valores ambientais, tal como a Agricultura Biológica.

 

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