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Crónicas dos Incêndios em Portugal – Associados da Agrobio

Testemunho de Ema Godinho – Quinta da Tapada – Nisa

 

O que aconteceu ao nosso terreno no dia 27 de Julho do presente ano foi qualquer coisa de surreal. Uma propriedade de pequena dimensão, para o Alentejo, (somente 7 ha) mas enorme para nós e com uma beleza muito própria.

 

Comprámos a propriedade em 2010, com uma vista lindíssima para o Tejo, que já em 2003 tinha sido assolada por um fogo. Haviam sobrevivido vários sobreiros e as cerca de 500 oliveiras, renascidas, que em 2017 já apresentavam um porte que permitia uma exploração razoável. Entretanto também prosperavam centenas de chaparros que iam vingando. No início de 2017 iniciámos o processo de certificação biológica e começámos a procurar  um lagar compatível com esta nossa intenção e ainda iniciar o processo de comercialização de folhas de oliveira para infusões.

 

Esta vontade de sermos “agricultores” deve-se mesmo ao facto de esta não ser a nossa atividade principal. Estarão certamente mais do que habituados a ouvir comentários como “não se consegue viver da agricultura”. É certamente verdade. As dificuldades com que nos deparamos são imensas, acentuadas pela topologia do terreno, com um declive acentuado na sua grande maioria. As máquinas são caríssimas e contratar profissionais com a maquinaria adequada para algumas limpezas de mato cirúrgicas é de loucos. Em 2010 chegaram a pedir-nos seis mil euros para limpar alguns hectares... e o mato cresce todos os anos/ todos os meses / todos os dias.

 

Fomos nós limpando manualmente aqui e ali e tínhamos as áreas bem controladas. Em tempos disseram que o terreno estava na REN, seja lá o que isso quer dizer em termos práticos... Nem consigo entender, com clareza, se realmente está ou não. Seja como for, a nossa intenção é preservar e incentivar as espécies autóctones.

 

Neste habitat estéril, pois só agora começaram os primeiros pingos de chuva, já se veem traços de alguma vida, fauna e flora, do que existia. Espargos com fartura. As espargueiras, mesmo em tempo seco foram, para nosso espanto, as primeiras a renascer. Não serve de grande coisa, pois até à data (e já lá vão sete anos) ainda não comi um espargo que seja. Há sempre alguém que, sem nossa autorização, se antecipa na colheita...

 

Vou focar-me em dizer-vos o que correu muito mal, do meu ponto de vista, na sequência do fogo de dia 27 de Julho. Havendo 10 carros de bombeiros na aldeia que dista cerca de 1 km da minha propriedade, nem uma gota de água deitaram nas propriedades que circundam a aldeia e note-se que a nossa propriedade é atravessada por uma estrada nacional que desemboca no Tejo. Ardeu tudo, o meu terreno e os dos vizinhos, muitos deles limpinhos, limpinhos, limpinhos à conta do gado (ovelhas e vacas). Quando o fogo passou e se começou a fazer contas à vida, tentámos (nós e os vizinhos) perceber o que devíamos fazer. Parecíamos umas baratas tontas. O poder local não se mostrou acessível ou disponível para o diálogo e não fora a associação de agricultores bem que estaríamos pior. Não se entende como é que as Câmaras não têm planos de contingência e os supostos planos de prevenção são tão ineficazes (quiçá porque não são os adequados ou porque não são implementados devidamente).

 

Mas ainda hoje, com tanta medida e tão redutoras estamos a ver o que fazer. Vamos recorrer à medida 6.2.2 mas esta está desfasada das nossas necessidades. Para repormos o potencial produtivo precisamos colocar novamente oliveiras (galegas, tal como as existentes) mas não tínhamos sistema de rega, nem a medida se adequa para adquirirmos um. Nem daqui a mais 10 anos as oliveiras novas, se não regadas, vão prosperar. E até lá?

 

Para ajudar à festa um dos nossos vizinhos decidiu apropriar-se do ribeiro que delimita os nossos terrenos. Não é dele nem meu, não o pode fazer, mas faz e cá vou eu agora iniciar um processo de escrever e mandar fotos e blá blá blá com mais um organismo (já vos disse que os há aos milhões e para tudo e mais alguma coisa?). Devia haver, como nos serviços de Tis um SPOC (Single Point of Contact). Isso far-me-ia muito mais feliz.

 

21/11/2017

 

                                                                                                                        
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