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Isabel Malheiro Araújo - Ser e Viver em MPB

Migrou para Oliveira de Azeméis mesmo sem raízes na terra, lançou-se num projecto que começou a visualizar muito antes de o concretizar. Em tempos de crise acredita nas parcerias, na criatividade e na credibilização do biológico… Vale a pena conhecer Isabel Malheiro Araújo…

 

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Quando começou o seu gosto pela agricultura biológica?

O meu gosto pela AB vem desde o tempo em que a Terra Sã ainda era feita na Estufa Fria, em Lisboa, apenas com meia dúzia de entusiastas... era eu estudante de Agronomia no ISA.

Até que ponto a Agrobio foi importante para si e para a concretização dos seus planos?

A Agrobio foi muito importante, pois foi a entidade que me permitiu conhecer a AB mais de perto, através da Terra Sã e das diversas iniciativas que promove - cursos, workshops…Foi também a quem recorri, para o primeiro impulso no projecto físico da "Sabores aos Molhos", pois solicitei o vosso Apoio Técnico.

Foi precisa muita perseverança para ir em frente com o projecto devido às regras apertadas para a certificação biológica?

A perseverança é uma característica que tem que ser inata a qualquer empreendedor... mas no caso da AB ainda mais, devido às regras da certificação. Mas com gosto, dedicação e acima de tudo, muita ética profissional, as metas vão sendo alcançadas.

Como é fazer agricultura em Oliveira de Azeméis, fale-nos desta terra.

Fazer agricultura é trabalhoso em qualquer terra, principalmente em pequena escala e ao ar livre, como é o nosso caso... E no início nunca é fácil, até porque sendo eu uma "emigrante" sem quaisquer raízes nesta zona, apesar de já cá viver há cerca de 6 anos quando comecei o projecto, as pessoas ainda me olhavam e olham um pouco de lado. Isto tem a ver com o facto de, Oliveira de Azeméis ser um concelho com cerca de 70 mil habitantes, dispersos por um grande número de freguesias com uma ruralidade ainda  acentuada, onde a mudança e o desconhecido assustam…Mas, temos tido o apoio do GAL local, a ADRITEM, que desde que teve conhecimento deste projecto em finais de 2012, o acarinhou, por ser inovador no território de "Terras de Santa Maria" em que desenvolve a sua actividade. E foi nesse sentido, que a nossa candidatura ao Proder foi aprovada, para que o projecto pudesse crescer para outras valências (formação e organização de eventos de educação ambiental e sustentabilidade).

 

 

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Está inserida num meio onde a Agricultura Convencional prevalece, como reagem os agricultores ao seu modo de vida?

Os mais cépticos ainda olham com desconfiança, pois não é fácil alterar hábitos e mentalidades, mas nós temos os portões da quinta "abertos" para todos os que queiram ver o que por lá andamos a fazer e quem sabe, desta forma, possamos ser o mote para a mudança... para uma agricultura amiga do ambiente, que respeite os homens e os animais. Ainda sem condições de acolhimento, já começamos a receber visitas de pequenos grupos, regra geral formandos desempregados, a frequentar cursos de Agricultura, interessados nesta temática da AB, e como diz o ditado "grão a grão..."

A Agricultura biológica é uma agricultura digital?

Tem que ser! Temos novas tecnologias à disposição e portanto temos que as aproveitar: a internet, via e-mail, o Facebook (via página de fãs) e nós já nos "promovemos" destas duas formas. E através da candidatura ao Proder, vamos criar o site, que será sem dúvida, uma mais-valia também. E outros caminhos vão sendo explorados, à medida das necessidades.

Quais as reacções das pessoas aos cabazes?

Este é um trabalho de insistência junto dos consumidores, pois esta região além de ser ainda muito rural, tem implementado o projecto PROVE, que apesar de aqui não ser bio, se "cola" um pouco a esta imagem e portanto, todos os dias é necessário esclarecer as pessoas sobre as diferenças entre a dita "agricultura caseira" e a AB; por isso criamos uma regra - na primeira encomenda do cabaz, é entregue ao cliente uma cópia da nossa certificação. Começamos a ter uma boa aceitação, pois o cabaz é feito à medida do cliente, é ele que escolhe o que quer, das listas de frescos e transformados que enviamos semanalmente por e-mail.

As acções de divulgação que realiza nas escolas e na quinta que efeitos têm para a sua marca e ao nível da consciencialização?

Em relação à marca, estas acções, que ainda têm carácter pontual, fazem com o que o nome da "Sabores aos Molhos" já comece a ser conhecido no mundo da AB. Quanto à consciencialização, não temos dúvidas que as palestras nas escolas, são o lançar da semente junto do público-alvo, sendo que essa semente vai germinar e dar frutos, devido ao excelente trabalho que os professores têm desenvolvido em prol desta temática.

Qual o segredo para realizar acções que chamam os meios de comunicação social, como a caminhada dos Pais Natal à quinta, há uma fórmula?

Não há uma fórmula ou um segredo, há apenas muita vontade em fazer bem feito e humildade suficiente para aceitar parcerias, que possam fazer algo em prol da comunidade, como foi este caso específico, dado que este evento partiu de um convite de uma pequena associação local e tinha um carácter solidário.

Qual a importância dos fundos da União Europeia para a Agricultura Biológica? Há agricultura sem a Europa?

Os fundos da UE são importantes para o desenvolvimento da AB, desde que aplicados em projectos inovadores para os territórios, de modo que possam trazer mais valias não só ao proponente do projecto, como à comunidade local, com a criação de parcerias bem definidas e de postos de trabalho reais... Os critérios para a disponibilização de verbas, deveriam favorecer mais quem pratica AB; está a caminhar-se nesse sentido, mas ainda aquém do desejado... Com ou sem Europa, haverá sempre agricultura, mas estamos na era da globalização e por isso, dentro dos nossos critérios e ética, temos que nos adaptar à realidade.

Este ano é um ano muito importante para a Sabores aos Molhos, que retornos espera ter dos investimentos que vai realizar.

Sim, este ano é muito importante, pois é mais um passo que damos na concretização deste projecto e que passa pela recuperação de um pequeno edificado em ruínas, para a criação de uma área dedicada à formação e organização de eventos ligados à educação ambiental e sustentabilidade, onde a AB terá grande destaque. O retorno mais imediato, será a criação do meu próprio posto de trabalho, depois, a curto médio/prazo, pretendemos que o projecto seja sustentável e se auto-financie, o que ainda não é o caso, pois estamos a investir, para poder chegar a um maior número de pessoas...

Isabel Araújo: Que desafios para uma Quinta Biológica?

Temos que estar sempre atentos às novidades e ter imaginação, para criar actividades e estórias que atraiam o público ao nosso espaço, de modo a que tenham vontade de recomendar a experiência e voltar.

Que recomendação faz a alguém que se queira iniciar em Agricultura Biológica.

Para se ir para a área da Agricultura, a primeira coisa que se deve sentir é o "apelo da terra" e só depois, o apelo dos fundos comunitários...  e este sentir, está a ser completamente invertido! Especificamente em AB, tem que haver um grande "amor à causa", sentido de justiça social e ética, pois apesar da certificação, é necessário criar-se um elo de ligação entre produtor e  consumidor, assente na confiança e no respeito mútuo.

 

 

                                                                                                                        
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